il Censis, la solitudine e i libri

Il 48esimo rapporto del Censis sul nostro Paese fa emergere delle situazioni che meriterebbero una maggiore attenzione e riflessione da parte di tutti e delle autorità preposte all’educazione. Colpisce infatti l’analisi che porta l’attenzione – partendo dal dilagare del fenomeno … Continua a leggere

“Geni egoisti” e le scelte dell’uomo

In questi ultimissimi giorni – al di là dei secchi gelati e delle mancate donazioni – è sorta una nuova discussione molto più interessante e drammatica. Direi sia il caso di aprirne anche qui un sano e civile confronto. Di … Continua a leggere

L’estate è un tempo ottimo per leggere. Per tutti. In ogni posto

Leggere è sempre un atto libero e tale deve restare. I tempi per leggere anche sono molto personali e tuttavia resta innegabile che l’estate è un tempo privilegiato per poter leggere. Un tempo un pò più libero dai tanti impegni per ogni fascia d’età.

Tempo prezioso quello che abbiamo a nostra disposizione. Per viverlo in pieno serve anche una buona lettura. In ogni posto.

 

“Borgo propizio” e “Le stelle non stanno a guardare”. Intervista a Loredana Limone

Nel fortunato lavoro di libraio, ho la fortuna di incontrare e conoscere autrici e autori importanti, che sono prima di tutto un arricchimento umano e poi anche professionale. Tra questi risulta senza ombra di dubbio la bravissima e molto simpatica, … Continua a leggere

Due giorni al “borgo”

Esistono libri belli che portano con se iniziative belle. E’ il caso dei libri di Loredana Limone – autrice napoletana trapiantata al nord – che ha sfornato diversi libri, i cui più famosi sono “Borgo Propizio” e “Le stelle non … Continua a leggere

Quando i libri diventano vita

L’atto di leggere è una cosa seria. Non seriosa, ma seria. C’è una sostanziale differenza e anche importante. Alla lettura ci si educa, non in modo noioso ma fascinoso. Senza imposizioni ma mostrandone il fascino, la bellezza e i vantaggi.

I bambini andrebbero sempre di più educati in tal senso, e i governi seri dovrebbero investire in tal senso, formando nuove e preparate figure professionali. Ma in mancanza di questo, non mancano persone che lo fanno per passione e anche per mestiere.

Quando si legge un libro avviene una magia unica, molto più grande di quella che avviene vedendo un film o ascoltando musica. Si apre la potenza della propria immaginazione e il cervello crea. E quando il cervello crea immagini, idee, concetti è nella sua casa e produce benessere interiore. Ovviamente il presupposto è leggere libri adatti e buoni.

Nelle mie attività di biblioterapia letteraria mi propongo di fare anche questo. Far conoscere nuovi testi, nuove pagine, nuove situazioni e mettere le persone di poter immaginare al momento, oppure nei giorni successivi – se magari acquisteranno il libro citato – scenari nuovi, concedersi momenti per se stessi, per staccarsi dal mondo, godersi un pò di sano relax e conoscere nuovi mondi che appartengono solo a lui/lei.

Potenza dei libri, come qui…

Letti di notte. 21 giugno 2014

Si avvicina la data del 21 giugno. Inizia l’estate certo, ma è anche una data importante per chi lavora in modo serio ed appassionata nel mondo dell’editoria. E’ il giorno di “letti di notte” .

Segnalo questa pagina alla quale potete ricavare tutte le info utili.

La lettura e quella di qualità hanno bisogno del sostegno di tutti e di iniziative sane ed intelligenti come queste.

Il 21 Giugno leggiamo (anche) di notte

IL VALORE DI UN PRODOTTO

Il Natale si avvicina con tutti i suoi riti belli e brutti, a seconda degli stati d’animo delle persone. E’ questo anche il tempo in cui le librerie lavorano (dovrebbero) lavorare molto di più. A Natale un libro non lo … Continua a leggere

biblioterapia nel mondo

A dimostrazione di quanto vado sostenendo e tentando di mostrare sempre di più in questo spazio, la Biblioterapia è qualcosa che coinvolge tutte le persone, di ogni età, ruolo, professione e soprattutto di ogni parte del pianeta.

La Biblioterapia fa bene, è economica e unisce tutto il mondo.

Buona lettura:

 

A leitura engrandece a alma, escreveu uma vez Voltaire. A frase do pensador iluminista mostra o potencial do livro para agregar conhecimento, abrir portas para a imaginação e servir de refúgio para os problemas diários. Entusiastas de biblioteca defendem que ler tem poderes mágicos e pode ajudar a curar. A realidade não está muito longe disso. Médicos e psicólogos indicam a leitura para aliviar sintomas de diversas patologias. A prática recebe o nome de biblioterapia clínica, definida como a recomendação de livros para aliviar angústias pessoais, estimular emoções, promover o diálogo e ajudar pessoas com insônia.

“A biblioterapia mostra um cuidado com o ser humano, que se manifesta ao ler, narrar ou dramatizar histórias”, diz a professora Clarice Caldin, do Departamento de Ciência da Informação, do Centro de Ciências da Educação, da Universidade Federal de Santa Catarina(UFSC).

Especialista no tema, ela explica que as narrativas literárias buscam proporcionar a catarse, considerada por alguns autores como uma purificação do corpo e da mente.

Por meio da leitura, as pessoas podem se identificar com personagens ficcionais, refletindo suas próprias atitudes. “O objetivo da biblioterapia é favorecer a expressão dos pensamentos aflitivos, como uma descarga emocional, uma purgação”, observa.

Histórias

A administradora Roseli Bassi percebeu esse potencial terapêutico da leitura e criou a ONG História Viva, que conta com um time de 200 voluntários especializados em ler e contar histórias para pacientes de hospitais. “Nosso trabalho é apaziguar os sentimentos de pessoas que estão lidando com realidades difíceis. Tiramos crianças e adultos de suas doenças ao abrir um mundo de imaginações”, afirma.

Julia Dutra, 10 anos, luta contra o câncer desde 2008. Durante alguns dias da semana, em seu quarto no Hospital das Clínicas, em Curitiba, ela recebe a visita de um contador de histórias, que lê para a menina por cerca de uma hora. No período, suas preocupações se tornam disputas entre monstros, desafios de leões e castelos de princesas. A narrativa vira uma distração, que a anima. “É uma parte do dia que adoro”, diz a menina.

Antes de sair, o voluntário deixa um recado para os pais de Julia. “É recomendado que vocês leiam para ela também, isso ajuda a fortalecer o interesse dela.” Além de distrair e relaxar, a biblioterapia por meio de contadores de histórias incentiva a aproximação com o livro.

Benefícios

Na realidade hospitalar, a leitura tira o paciente de sua rotina, de sua espera. Existem pessoas que usam livros, revistas e jornais para enfrentar a cadeira antes de serem atendidos em um consultório. “É importante que cada um saiba o tipo de leitura que o ajuda. Geralmente são as que mais agradam”, aponta Ítala Duarte, psicóloga clínica do Hospital Erasto Gaertner. O efeito terapêutico depende da disposição do paciente diante da leitura.

Um livro antes de dormir, por exemplo, pode ajudar pessoas com insônia. O médico Attilio Melluso Filho, do Centro de Distúrbios do Sono de Curitiba, diz que quanto menos alarmante e repetitiva for a narrativa, melhor a condução para a latência do sono, período que antecede o adormecer. A leitura engrandece a alma e também faz bem para a saúde.

Companhia para a solidão

Aniele Nascimento/Gazeta do Povo

Na sala de diálise da Santa Casa de Curitiba, Florisbal Costa passa algumas tardes lendo livros e jornais. Em tratamento por conta de um problema de rim há três anos, ele usa a leitura para combater a solidão. “Ler direciona o cérebro das pessoas sozinhas. Faz a gente pensar no que é bom”, diz.

Com 101 anos, o vendedor aposentado vive na companhia de uma enfermeira, que o ajuda. Há vários anos, pratica a rotina diária de ler jornais e revistas. “Assim me conecto com o mundo.” Como passa mais da metade da semana no hospital, a companhia dos livros também o mantém distraído.

A leitura é estimulada para pacientes em diálise. O médico Georgio Sfredo Bertuzzo, da Santa Casa, diz que as narrativas literárias ajudam a conter a ansiedade. Afinal, são várias horas em que os pacientes não fazem nada a não ser esperar. Costa faz a sua parte, além de ler muito, ele troca livros com outros pacientes.

Recuperação por meio de livros

Letícia Akemi/Gazeta do Povo

Para Victor D’Ambrós, 12 anos, os livros são mais importantes do que os filmes. Prefere histórias de ação, que tenham alguma coisa a ver com os videogames que joga. A prática da leitura é bastante útil no período em que fica no hospital ou em casa, se recuperando de quimioterapias.

Victor descobriu que tem sarcoma de Ewing, um tipo de câncer que atinge os ossos, em julho do ano passado. Está reagindo bem ao tratamento, mas precisou se afastar da escola e dos amigos. “A leitura o ajuda a passar o tempo e o deixa animado”, conta a mãe, a professora Kátia D’Ambrós.

“Gosto de ler à noite, antes de dormir”, diz o menino. A ficção literária o leva para outros mundos, que envolvem vilões, guerras mundiais e as aventuras de crianças em escolas. Apesar de colocar os livros na frente dos filmes, quando não está no hospital coloca os jogos de videogame no topo da lista de preferências. O que não deixa de ser uma distração terapêutica.

Fonte: gazetadopovo