“La voce dei libri”. Intervista a Matteo Eremo

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“Geni egoisti” e le scelte dell’uomo

In questi ultimissimi giorni – al di là dei secchi gelati e delle mancate donazioni – è sorta una nuova discussione molto più interessante e drammatica. Direi sia il caso di aprirne anche qui un sano e civile confronto. Di … Continua a leggere

Ipotesi di futuro

Che l’editoria stia attraversando una fase di forte transizione – e quindi di insicurezza – lo sappiamo tutti ed è sotto gli occhi di tutti. Il trovare le soluzioni per una sana trasformazione, anche dovrebbe essere un vero impegno per … Continua a leggere

L’arte di saper rileggere

Il mercato del libro da diversi anni è diventato bulimico. Tutti possono pubblicare e molti lo fanno. Ci sono certamente dei grossi pregi, ma anche dei grossi difetti e limiti. Una volta un libro restava sugli scaffali o sui carrelli … Continua a leggere

Biblioterapia sulla gioia: un assaggio

libro

Uno dei servizi che mi propongo di svolgere tramite questo spazio web è quello della biblioterapia. Si inizia a parlarne anche qui in Italia, dove tra l’altro abbiamo ottimi esponenti che da anni la studiano e la applicano. Prima fra tutte la dott.ssa Rosa Minnino che applica una biblioterapia clinica (essendo psicoterapeuta) e che ho avuto il piacere di conoscere, oppure della dott.ssa Monica Monaco. Ma ovviamente vi sono molti altri colleghi sparsi per l’Italia.

La Biblioterapia che applico è di tipo letterario per uno sviluppo personale, una crescita – ove possibile – interiore ed umana grazie al possibile aiuto dei libri adatti, delle pagine dei libri giusti al momento giusto in base al momento personale o all’argomento che si vuol trattare. L’obiettivo della Biblioterapia è quello di stare meglio e se possibile bene e a lungo

Qui di seguito abbozziamo un piccolo iniziale percorso di Biblioterapia evelutiva al quale tutti potete attingere e se desiderate interagire con il blog. Il tema che ho scelto è quello della Gioia. Un tema non banale e sicuramente non semplice ma di una urgenza essenziale. Viviamo di certo in un’epoca triste, qualcuno dice depressa e forse non sbaglia; a questo se aggiungiamo la crisi economica e morale che attraversiamo, possiamo dire di vivere in un trapasso epocale molto doloroso.

Eppure in tale periodo non dobbiamo farci schiacciare dai tempi cupi ma dar voce a quello che ogni uomo nella sua coscienza ha: l’anelito al bene, alla giustizia e alla felicità.

Il primo passo da fare ora è quello di andare ai testi. Ne ho scelti alcuni, molto brevi sui quali è importante sentire le proprie reazioni una volta letti o ascoltati (potete farveli leggere) e iniziare una discussione tra se stessi o tra più persone se decidete di essere almeno in due.

I brani chi ho scelto solo per introdurre questo tema della gioia sono i seguenti. Ci serviranno per “acclimatarci” col tema. Quindi buona lettura e buon inizia viaggio.

“Quando una sola volta tu vedi lo splendore della gioia sul viso di una persona amata, sai per certo che per un uomo non ci può essere altra vocazione che suscitare questa luce sui volti che lo circondano” (Albert Camus)

“Per sapere quanta felicità una persona può ricevere nella vita basta sapere quanta è capace di donare” (A. Schopenhauer)

“Qual è la gioia della rosa? quella di donarsi in sorriso di bellezza e poi subito sfiorire” ( Willa Cather)

“Per avere gioia bisogna condividerla. La gioia è nata gemella” (Lord Byron)

“Gioia,Gioia,Gioia. Lacrime di gioia. Non più il dio dei filosofi, ma il Dio di Abramo, di Isacco, di Mosè e dei profeti, il Dio di Gesù Cristo” (Blaise Pascal) 

“La gioia di vivere è la più grande potenza cosmica” (Pierre Teilhard de Chardin)

Propongo per entrare in ambiente solo queste poche frasi, aforismi e il primo lavoro da fare su se stessi è scegliere quelli che più ci piacciono e darne una motivazione e magari scegliere anche uno che non ci piace (o magari non ci piace nessuno) e motivarlo.

Mi piacciono questi brani? quali sensazioni provocano in me e perché? e come mi relaziono con esse? Quali sentimenti richiamano alla mia mente? perchè?

Buon lavoro

biblioterapia nel mondo

A dimostrazione di quanto vado sostenendo e tentando di mostrare sempre di più in questo spazio, la Biblioterapia è qualcosa che coinvolge tutte le persone, di ogni età, ruolo, professione e soprattutto di ogni parte del pianeta.

La Biblioterapia fa bene, è economica e unisce tutto il mondo.

Buona lettura:

 

A leitura engrandece a alma, escreveu uma vez Voltaire. A frase do pensador iluminista mostra o potencial do livro para agregar conhecimento, abrir portas para a imaginação e servir de refúgio para os problemas diários. Entusiastas de biblioteca defendem que ler tem poderes mágicos e pode ajudar a curar. A realidade não está muito longe disso. Médicos e psicólogos indicam a leitura para aliviar sintomas de diversas patologias. A prática recebe o nome de biblioterapia clínica, definida como a recomendação de livros para aliviar angústias pessoais, estimular emoções, promover o diálogo e ajudar pessoas com insônia.

“A biblioterapia mostra um cuidado com o ser humano, que se manifesta ao ler, narrar ou dramatizar histórias”, diz a professora Clarice Caldin, do Departamento de Ciência da Informação, do Centro de Ciências da Educação, da Universidade Federal de Santa Catarina(UFSC).

Especialista no tema, ela explica que as narrativas literárias buscam proporcionar a catarse, considerada por alguns autores como uma purificação do corpo e da mente.

Por meio da leitura, as pessoas podem se identificar com personagens ficcionais, refletindo suas próprias atitudes. “O objetivo da biblioterapia é favorecer a expressão dos pensamentos aflitivos, como uma descarga emocional, uma purgação”, observa.

Histórias

A administradora Roseli Bassi percebeu esse potencial terapêutico da leitura e criou a ONG História Viva, que conta com um time de 200 voluntários especializados em ler e contar histórias para pacientes de hospitais. “Nosso trabalho é apaziguar os sentimentos de pessoas que estão lidando com realidades difíceis. Tiramos crianças e adultos de suas doenças ao abrir um mundo de imaginações”, afirma.

Julia Dutra, 10 anos, luta contra o câncer desde 2008. Durante alguns dias da semana, em seu quarto no Hospital das Clínicas, em Curitiba, ela recebe a visita de um contador de histórias, que lê para a menina por cerca de uma hora. No período, suas preocupações se tornam disputas entre monstros, desafios de leões e castelos de princesas. A narrativa vira uma distração, que a anima. “É uma parte do dia que adoro”, diz a menina.

Antes de sair, o voluntário deixa um recado para os pais de Julia. “É recomendado que vocês leiam para ela também, isso ajuda a fortalecer o interesse dela.” Além de distrair e relaxar, a biblioterapia por meio de contadores de histórias incentiva a aproximação com o livro.

Benefícios

Na realidade hospitalar, a leitura tira o paciente de sua rotina, de sua espera. Existem pessoas que usam livros, revistas e jornais para enfrentar a cadeira antes de serem atendidos em um consultório. “É importante que cada um saiba o tipo de leitura que o ajuda. Geralmente são as que mais agradam”, aponta Ítala Duarte, psicóloga clínica do Hospital Erasto Gaertner. O efeito terapêutico depende da disposição do paciente diante da leitura.

Um livro antes de dormir, por exemplo, pode ajudar pessoas com insônia. O médico Attilio Melluso Filho, do Centro de Distúrbios do Sono de Curitiba, diz que quanto menos alarmante e repetitiva for a narrativa, melhor a condução para a latência do sono, período que antecede o adormecer. A leitura engrandece a alma e também faz bem para a saúde.

Companhia para a solidão

Aniele Nascimento/Gazeta do Povo

Na sala de diálise da Santa Casa de Curitiba, Florisbal Costa passa algumas tardes lendo livros e jornais. Em tratamento por conta de um problema de rim há três anos, ele usa a leitura para combater a solidão. “Ler direciona o cérebro das pessoas sozinhas. Faz a gente pensar no que é bom”, diz.

Com 101 anos, o vendedor aposentado vive na companhia de uma enfermeira, que o ajuda. Há vários anos, pratica a rotina diária de ler jornais e revistas. “Assim me conecto com o mundo.” Como passa mais da metade da semana no hospital, a companhia dos livros também o mantém distraído.

A leitura é estimulada para pacientes em diálise. O médico Georgio Sfredo Bertuzzo, da Santa Casa, diz que as narrativas literárias ajudam a conter a ansiedade. Afinal, são várias horas em que os pacientes não fazem nada a não ser esperar. Costa faz a sua parte, além de ler muito, ele troca livros com outros pacientes.

Recuperação por meio de livros

Letícia Akemi/Gazeta do Povo

Para Victor D’Ambrós, 12 anos, os livros são mais importantes do que os filmes. Prefere histórias de ação, que tenham alguma coisa a ver com os videogames que joga. A prática da leitura é bastante útil no período em que fica no hospital ou em casa, se recuperando de quimioterapias.

Victor descobriu que tem sarcoma de Ewing, um tipo de câncer que atinge os ossos, em julho do ano passado. Está reagindo bem ao tratamento, mas precisou se afastar da escola e dos amigos. “A leitura o ajuda a passar o tempo e o deixa animado”, conta a mãe, a professora Kátia D’Ambrós.

“Gosto de ler à noite, antes de dormir”, diz o menino. A ficção literária o leva para outros mundos, que envolvem vilões, guerras mundiais e as aventuras de crianças em escolas. Apesar de colocar os livros na frente dos filmes, quando não está no hospital coloca os jogos de videogame no topo da lista de preferências. O que não deixa de ser uma distração terapêutica.

Fonte: gazetadopovo